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Carta Aberta 1

  • Foto do escritor: Veronica M. de Moura
    Veronica M. de Moura
  • 2 de jan.
  • 4 min de leitura

Querido eu, buenas! Como tem estado? Espero que bem!


Hoje é 1º de janeiro de 2026, o primeiro ano dos melhores anos da minha vida!


Passei a virada na igreja, algo que não fazia ha algum tempo. Foi maravilhoso, eu consegui passar de joelhos perante o Senhor Jesus Cristo, foi inigualável.


Estou neste momento na cada de meus pais, vim de a pé até aqui, visto morar do outro lado da estação. Hoje eu já comecei me arrumando, meditando, lendo a Palavra e o livro “A Força dos Quietos”. Dei atenção para a Yuna e descansei um pouco mais. Foi uma manhã leve e tranquila.


Agora, no momento que escrevo esta frase, já são 11h22 da noite e pedi um McChicken :). Depois de escrever brevemente, eu cai no sono por mais de 5h seguidas. Assim, eu acho que estava cansada kkkk. Mas um coisa que me deixa intrigada, é que eu tinha acabado de tomar quase 500ml de energético com dois tabletes de chocolate. Sempre achei estranho como nada utilizado para deixar alguém acordado funcionou em mim. Tem algo de errado com meu corpo? Talvez…


Tirando isso, eu fiz coisas produtivas de manhã, mas a tarde, me achei bem “descansada”. Além de ir caminhando até a casa de meus pais, nada mais fiz. Não arrumei e/ou guardei nenhuma roupa até agora. Tem as roupas da mala na minha cama e uns 3 a 4 sacolas de roupas na parte da cozinha me esperando. Além de que, nem forro na cama coloquei. Isso é algo que tenho muito dificuldade, eu não gosto de lavar e guardar roupas, mais do que não gosto de cozinhar e limpar a casa. Eu sempre luto comigo mesma nessas situações e fico adiando o máximo possível para lidar com isso.


Uma coisa que costumo pensar, e é real, que a minha casa é o reflexo de como estou internamente. Quanto mais linda e organizada, mais centrada e disposta estou e vale para o contrário disso. Coloquei que, não passa desse final de semana, mas eu tinha em mente que não viraria o ano assim kkkkk. Sinto que as roupas representam traumas e feridas mais profundas que não quero ter que pensar para resolver. Fico empurrando para os cantos, somente para não ficarem no caminho, porém, permanecem lá, acumulando.


Meu pai perguntou para minha mãe o motivo de eu ter trazido a minha máquina lava e seca para o apartamento, sendo que as roupas são lavadas na casa deles, pela minha mãe e os seus produtos. Os meus, daqui a pouco estarão vencidos…enfim, é algo que tenho que resolver, estou adiando há 2 meses, tempo em que me mudei. Não é algo que sinto orgulho, mas é algo que exige muito de mim. Para outros, pode ser pouco ou questão até de relaxamento, mas não é. Não é apenas uma roupa, não é apenas organizar-las, é mais profundo. Por que vocês acham que alguém com depressão não arruma a casa e nem se quer deseja se banhar? Não é questão de relaxamento. Tudo reflete nosso eu mais profundo, e temos que estar atentos nestes detalhes.


Agora eu tenho a Yuna, que me obriga a ter mais senso de responsabilidade, quanto limpeza e organização. Mas cabe frisar, que desde os 18 anos eu não tenho grandes problemas com isso. Eu tinha muita questão quando era adolescente, se não fosse minha mãe, meu quarto era o próprio lixão. Me converter e fazer partes de grupos de mulheres, me ajudaram muito a manter a constância e hoje, não participo mais. Ter pessoas com mesmo foco e objetivo que o seu, te ajudam a alcançar o resultado. Hoje, além da Thamara e Carol, que são minhas amigas casadas, eu sou a única solteira que mora sozinha. E, as casadas, também passam pelas dificuldades e, por vezes, pior do que as minhas.


Por isso, pegar a Yuna, foi bom. No começo eu pensava em desistir todas as horas, todos os minutos, pois peguei ela neném, com 2 meses. Eu que tive que ensinar a tapar as necessidades que ela fazia. Ensinei ela a comer, visto que ela tinha muita dificuldade e só vomitava água. Ensinei ela a socializar, pois tinha medo até do vento. Então, me exigiu um esforço, me tirou da minha zona de conforto e é a coisa mais cheia de vida dessa casa. Coisa mais fofinha que sinto falta se fico longe dela, principalmente durante a noite, me corta o coração. Daqui a 2 dias, ela fecha 6 meses, em 3 de janeiro.


Enfim, não sei nem porque estou falando disso kkk, perdi o fio da meada, I’m sorry. Ah, falando em inglês, me lembrei de comentar que eu e a Lu iniciaremos as aulas nesses primeiro semestre, dando um passo inicial na nossa fluência - ouvi um amém?


Ontem, depois que escrevi esta última frase, havia chegado meu lanche e depois só fiquei vagando nas redes até dormir. Levantando hoje, com meu pai em minha janela mexendo no meu carro - adendo, no dia 31 meu carro simplesmente parou, não ligou mais hehe -, arrumei e guardei todas as minhas roupas, venci! Fiz o mesmo programa de ontem, além de fazer meu próprio almoço. Agora resta limpar a casa e terminar 3 tarefas da minha lista, que contabilizam 1 atraso de ontem. Estou bem. Estou feliz. Era sobre o dia-a-dia que queria escrever e assim fiz.


Que este ano, mesmo que com passos tão pequenos que ninguém conseguem ver, que o tempo, através da constância, revele o lado mais belo da vida - “Ouvir o que não é dito é mais importante do que ouvir o que está sendo falado?”



Veh



 
 
 

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