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Entre a Calmaria e o Caos: Redescobrindo o Fôlego

  • Foto do escritor: Veronica M. de Moura
    Veronica M. de Moura
  • 12 de jan.
  • 3 min de leitura

Olá, há quanto tempo! Tudo bem?


Tem dias que venho adiando escrever, colocando outras coisas como prioridade. Não é novidade pra ninguém que excesso de trabalho por vezes desanima seus planos pessoais. Sejamos sinceros: se todos pudessem escolher serem herdeiros, não teria um que escolheria trabalhar ao invés de viajar. Até um CEO não escolheria ser um CEO. Então, vamos começar por aí.


Eu não digo que, com minha nova demanda, eu esteja atolada de tarefas como antigamente. Pelo contrário, estou levando super bem. Consegui me adaptar até agora com as coisas que foram apresentadas para mim. No começo fiquei ansiosa e até chorei — pra eu chorar basta me olhar torto, então não conta muito kkkk. Mas, tem acontecido muita coisa no ambiente que pesa. Separar isso de mim é difícil, já que eu absorvo muito a energia ao redor.


Muitas vezes chego em casa só querendo deitar e vagar entre outras realidades. As aulas da faculdade ainda não voltaram e, quando voltarem, será na etapa de TCC. Não há previsões de melhoras. Porém, eu tenho uma vantagem: adoro escrever! Inclusive TCCs (sim, eu gosto mesmo kkkk). Já vendi alguns nos dias em que precisei de grana extra.


Uma frase que me marcou muito foi: “faça o que tu mais ama como hobby”. Escutei isso de um motorista de Uber quando decidi sair da Enfermagem para seguir o canto. Aquilo me machucou. Eu jamais pensei assim. Entendo a ideia de que trabalhar com o que amamos pode desgastar a paixão, mas prefiro carregar o peso daquilo que gosto do que o peso daquilo que não gosto.


Hoje não vejo problemas nas minhas atividades. Acho que sou muito boa no que faço. Não posso dizer que amo, mas também não posso dizer que não gosto. Gosto de resolver problemas, não sou fã de rotina. Quero movimento, novidade, desafio. Detesto a sensação de ficar estagnada.


Na função atual, tudo é monótono demais. Fácil demais. E esse é o problema: não ter problema. Acho que me acostumei à confusão e não sei lidar com a calmaria. Isso virou um novo desafio, que me faz pensar demais e gera sobrecarga mental, por mais impossível que pareça kkkk.


O que me tira dessa sobrecarga é cantar, ler quadrinhos e água. Eu AMO manhwas. Amo nadar, ou simplesmente boiar sem fazer nada. Já até dormi boiando em piscina! E cantar… bom, cantar é óbvio, já falei disso em outro post.


Mas eu não estava fazendo nenhum dos três. Cantar, por causa do problema vocal. Ler manhwas, porque me tira do foco. Nadar, porque não tenho piscina e muito menos dinheiro pra praia ou natação.


Até que recebi um convite do Erik, meu melhor amigo, para um karaokê na casa dele. Eu fui. Foi ótimo e revitalizante. Tanto que compartilhei nos stories do Insta um vídeo da nossa cantoria e expliquei brevemente minha situação (Está no meu destaque "Voz")


Esse momento me lembrou que, por mais que a rotina tente me engolir, eu sempre encontro respiro nas pequenas coisas que me conectam comigo mesma. Seja cantar desafinada no karaokê, rir de uma cena de manhwa ou sentir a leveza da água, tudo isso me devolve ao meu eixo.


Eu não sou feita pra viver na monotonia. Meu combustível é o movimento, o caos criativo, os desafios que me tiram da zona de conforto. E se a vida insiste em me dar calmaria, eu vou aprender a transformar essa calmaria em palco — porque, no fim, é cantando, escrevendo e vivendo intensamente que eu me reconheço.


Também percebo que não preciso esperar grandes mudanças externas para me sentir viva. Às vezes, basta aceitar um convite simples, como o karaokê do Erik, para redescobrir a energia que estava guardada. Pequenos gestos têm poder de virar chave dentro da gente.

E se tem algo que aprendi nesse processo é que não existe fórmula única para equilibrar trabalho, estudos e vida pessoal. Existe a minha forma, o meu ritmo, o meu jeito de lidar com os altos e baixos. E isso é libertador.


No fim das contas, eu sigo acreditando que a vida é feita de pausas e retomadas. De momentos em que a gente se perde e outros em que a gente se reencontra. E, por mais que eu ainda esteja aprendendo a lidar com a calmaria, sei que ela também tem algo a me ensinar.


--- Deixei alguns cliques desta semana pra vocês aqui ---


Veh




 
 
 

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