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Novo Começo

  • Foto do escritor: Veronica M. de Moura
    Veronica M. de Moura
  • 22 de dez. de 2025
  • 5 min de leitura

Atualizado: 30 de dez. de 2025

Olá! Estão bem? Espero que sim!


Iniciamos a semana de Natal, o que significa que temos menos de duas semanas até o final do ano. Muitos aguardam ansiosamente por esse período, carregando consigo o desejo de encerramento de ciclo e início de um novo. Mas, e daí que é um novo ano? Sinto informar, mas a única coisa que realmente muda é o calendário. Nada mais.


Eu nunca tive essa expectativa. Nada muda, absolutamente, se eu não mudar. Posso trocar de ambiente, de amigos, de emprego, mas se internamente continuo igual, apenas o status externo se altera. E será que é isso que buscamos? Apenas modificar como os outros nos enxergam? Que solidão…


Por insistência da minha mãe, fui com ela à igreja na manhã seguinte ao seu aniversário, no domingo (16/11). Lá, uma corrente me chamou a atenção: a participação em todos os domingos de manhã até o final do ano e na Vigília da Virada. Eu aceitei esse desafio — para mim, é um desafio — pois a condição era que, se eu cumprisse minha parte, Deus me daria a melhor virada de ano da minha vida. E eu decidi que não falharia.


Até agora eu não havia comentado sobre minha vida espiritual com vocês, desse modo, irei compartilhar brevemente.


Era uma vez uma menina nascida em um lar desestruturado e problemático, que foi levada pela mãe à igreja cristã aos dois anos de idade. Cresceu participando ativamente, mas na adolescência começou a se questionar o motivo de estar ali. Em um certo domingo, obrigada pela mãe a ir à reunião, ouviu o convite para uma Vigília da Virada. Sua mãe comentou com um amigo tecladista que a filha estava rebelde. Ele determinou: “Mas nessa vigília ela vai estar e será ganha para Jesus.” Aos 15 anos, participou da sua primeira virada de ano na igreja. (pois é)


Então chegou 2016, início do ensino médio técnico. Essa menina, com inúmeros problemas internos e familiares, já não queria mais nada da vida. Nada fazia sentido. Apesar de ser uma excelente atriz para esconder seus conflitos, via vultos, imagens, escutava vozes e tinha dificuldades para dormir. Por vontade própria, começou a frequentar a igreja várias vezes na semana. Em um domingo, durante uma reunião, teve seu primeiro encontro com Jesus. Foi ali que largou absolutamente tudo e todos que a afastavam de uma vida com Cristo. No domingo seguinte, se batizou nas águas.


Sua vida mudou radicalmente. Em cerca de um ano, foi batizada com o Espírito Santo. Árvores maravilhosas foram plantadas, frutos lindos colhidos. Em 2018, decidiu lutar pelo que sempre ardia em seu coração: cantar. No ano seguinte, se tornou uma das cantoras da banda do grupo jovem da igreja.


Mas, com o tempo, em 2020, entrando no ambiente corporativo e enfrentando a pandemia, se desviou. Achou que sabia o que estava fazendo e disse seu primeiro “não” para Deus. Em 2023, um fato mudou completamente sua forma de viver e perceber o mundo. Por um tempo, se aproximou novamente do Senhor, mas não durou muito. Desde então, vem tentando e falhando em sua vida com Deus.


Essa foi minha breve história espiritual — a mais importante da minha vida!


Nesse vai e vem com Cristo, pedi muitas coisas. Mas a que mais pedi foi para ser quebrada. Exatamente isso: q-u-e-b-r-a-d-a. Eu queria depender exclusivamente do Senhor. Enquanto achasse que tinha alguma coisa, sabia no íntimo que seria incapaz de me voltar para Deus.


Lembram do meu primeiro post, quando falei sobre injustiça? — Se não, volta lá pra ler depois daqui, pra entender bem o contexto — Pois bem, comecei a corrente no meio desse processo. O ato ainda não havia acontecido, mas eu já idealizava o que queria. Semana passada, tive uma chamada: “Você não pediu para Eu te quebrar?” Meu Deus, não precisei de mais nada para entender.


Através da participação ativa nessa corrente, decidi dar um basta em tudo que estou vivendo. Poxa, tenho 25 anos. Quanto tempo mais vou ficar assim? Até quando ficarei frustrada? Preciso mudar. Ontem, 21/12/2025, subi ao Altar e entreguei meu voto, feito em uma das minhas ações ativas. Eu cumpri. Achei que não conseguiria, mas é incrível: o Cara lá em cima é implacável.


Nesse período, estou lendo o livro Não eu, mas Deus, baseado na vida do Beato Carlo Acutis. Comprei sem saber muito, apenas gostei do título (e era barato kkkkk). É pequeno, menos de 80 páginas escritas com letras grandes, mas cheio de santidade. Estou aprendendo muito e quero compartilhar três passagens que dialogam com este post:


  • “[…] as fraquezas de todos os sofrimentos humanos podem ser penetradas pela mesma potência de Deus, manifestada na Cruz de Cristo. […] No sofrimento manifesta-se a maturidade.” — Essa frase me tocou profundamente porque maturidade foi justamente a palavra que escolhi para nortear o ano de 2026. E percebo que é no sofrimento que reconhecemos a grandiosidade do Senhor.

  • “De que vale ao homem vencer mil batalhas, se depois não é capaz de vencer a si mesmo com as próprias paixões corrompidas?” — Essa passagem me lembra que não adianta conquistar coisas externas, se dentro de mim continuo presa ao orgulho e às minhas fraquezas. Meu maior inimigo sou eu mesma.

  • “O balão de ar quente, para subir, necessita de descarregar pesos, assim como a alma para se elevar ao céu tem necessidade de remover aqueles pequenos pesos que são pecados veniais. Se por acaso tem um pecado mortal, a alma cai por terra e a confissão é como o fogo que faz regressar ao céu o balão. Deve confessar-se com frequência porque a alma é muito complexa.” — Aqui encontrei uma metáfora perfeita para o que tenho vivido. Eu nunca desejei ser vista pelos outros, mas, sem perceber, acabei querendo ser reconhecida como a maioria das pessoas. Passei muito tempo carregando pesos inúteis, buscando aprovação onde não havia sentido, quando na verdade preciso me desfazer dessas cargas e desejar ser vista apenas por Deus. Foi nesse ponto que compreendi uma verdade dura: “Todos nascem como originais, mas muitos morrem como xérox.” Eu não quero ser uma cópia. Eu quero ser reconhecida por Ele — e que isso baste.


Posso me esforçar, posso correr atrás, posso planejar e executar, mas a verdadeira mudança não vem de mim. Ela vem somente de Jesus. É Ele quem transforma, quem renova, quem dá sentido. Como diz o livro: “O coração do homem é pesado e endurecido. É necessário que Deus dê ao homem um coração novo. A conversão é, antes de mais nada, obra da graça de Deus, a qual faz com que os nossos corações se voltem para ele (n. 1432)."


Essa frase resume tudo o que tenho vivido. Eu posso tentar, posso lutar, posso até conquistar algumas coisas, mas se meu coração não for transformado pela GRAÇA, nada muda de verdade. Só Jesus pode dar um coração novo. Só Ele pode me reconstruir quando eu me deixo ser quebrada.


Por isso, 2026 não será apenas mais um ano. Será o ano em que escolho não desperdiçar minha vida em ilusões. Será o ano em que decido lutar, sim, mas lutar para permanecer em Cristo, porque é n’Ele que encontro a vitória verdadeira.


Que este novo ciclo seja marcado pela maturidade, pela entrega e pela confiança de que, mesmo quando eu falhar, Jesus continua sendo o único capaz de me levantar e me transformar. Porque no fim, não sou eu quem muda — é só Ele.


Veh.



 
 
 

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